13/05/2009

aquele de quando eu morri.

e se eu estou aqui, caro leitor, nem sei como te explicar.
*drama*


*música da igreja internacional da graça de deus*


*comercial*


oi, rs.
é que a vida na fazenda, sítio, matos e moitas é realmente muito perigosa.
que perigo na cidade o quê?? o que é um ladrão com um fuzil comparado à uma picada de aranha?
que perigo na cidade o quê?? o que é atravessar a 23 de maio comparado à uma colméia de abelhas africanas? *exagero*

mas assumo: éramos terríveis... meu primo, querendo brincar de desenho animado (!!!!) joga água em uma colméia de abelhas. corre. e se joga na piscina antes que as abelhas o alcance.
eu: jogo água em uma colméia de abelhas. me esqueço de correr e de me jogar na piscina.

claro que em menos de um segundo EU era a colméia de abelhas, com todas elas em cima de mim, me picando e zunindo em meu ouvido. depois disso, só me lembro de ter ouvido um grito ao longe:

nãoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
e logo depois, levo um empurrão e caio na piscina.
ou seja, foi por pouco.

foi tudo tão rápido, tive a sensação de passar a vida toda diante de seus olhos. ainda bem que eu tinha só 7 anos, era pouca coisa prá passar. kkk.
mas só sei que depois disso não posso nem ver abelhas, tenho pavor de abelhas, tenho ódio daquelas pessoas que vão na televisão e fazem barba de abelhas. nem mel eu tomo. pronto falei.

05/04/2009

aquele do "voltei"

quando eu era criança, eu ouvia as músicas do roberto carlos no toca fitas (kkkk) do carro do meu pai. gostava de todas, mas sentia medo de uma (guerra dos meninos, naquela parte que ele fala: "QUANDO EM MINHA PORTA ALGUÉM TOCOU / SEM QUE ELA SE ABRISSE, ELE ENTROU"
MEDA - ficava imaginando alguém entrando no meu quarto sem eu ter que abrir a porta. kkkk.
e hoje, prá simbolizar a volta do blog eu canto a música que eu ouvia quando eu tinha 5 anos. "EU VOLTEI, AGORA PRÁ FICAR..."

10/03/2009

aquele do fim

quando éramos crianças, o maior problema que poderia existir em nossas vidas era derramar "liquid paper" no caderno e fazer aquela cagada toda. (jesuismelivreeguarde)
mas o tempo passou, os problemas se tornaram outros além do liquid paper derramado no caderno, onde bastava-se apenas arrancar a folha e seguir em frente, escrever novas histórias.
por enquanto vou ficando por aqui, com a promessa que volto em breve. porque além de tudo é preciso ter inspiração. e com tantos liquid papers esparramados, fica um pouco complicado,
:-)
obrigado pelass visitas, pelos comentários sempre carinhosos e pelos novos amigos que fiz nessa minha infância redescoberta.

06/03/2009

aquele da sinceridade

(eu, encantada com o porta-jóias de minha avó) - vóóóóóóóó, me dá essas jóias??? *pisca os olhos freneticamente*
(vó) - querida, quando a vovó morrer você vai ficar com estas jóias.
(eu) - morre hoje, vó.

02/03/2009

aquele dos bailinhos

já éramos adultos!!! ou pelo menos, achávamos... afinal todo mundo já estava na casa dos esperados dez anos, e como não se sentir adulto com dez anos de idade?
sim, éramos adultos com uma vida cultural, social e sexual (mentira) bem agitada. veja bem, com dez anos de idade íamos a bailinhos. BAILINHOS. B-A-I-L-I-N-H-O-S. realmente éramos uma turma bem avançadinha prá época. eu, particularmente participava de mais festas com dez anos de idade do que hoje, rs
ser convidado para os bailinhos do pessoal da escola era sinal de que você era super pop, sinal de que você fazia parte de uma sociedade, sinal de que você era um ser humano.
mas não bastava ser convidado para qualquer bailinhos. os bailinhos mais concorridos eram o da casa da viviane e da ione. aí sim, se você fosse convidado para um desses você realmente estava no top of the list da popularidade.
mas o que diferenciava os bailinhos da casa da ione e da viviane dos outros (pffffff) bailinhos?

a luz apagada.
*prontofalei*

afinal, prá quem é adulto aos dez anos de idade, uma luz apagada faz toda a diferença.
ainda mais quando no bailinho está presente o menino que você jura de pé junto que é o amor da sua vida e que você vai amá-lo até o fim dos seus dias. (no meu caso, esse menino era o david)
luz apagada, aquele disco do atlantic star que tem a musica "one way" na vitrola, uma garrafa de guaraná antarctica caçulinha na cabeça prá dar coragem e vâmo que vâmo. o sistema de dança era muito bizarro, era o sistema da "dança da vassoura", (digaondevocevaiquieuvovarreno), molejão. kkkkk (mentira)
mas quem ligava? o importante era dançar "one way" com o david. no meu caso, né, com o david, no caso das outras meninas era com o alexandre, óbvio.
mas, vamos deixar bem claro que apesar de totalmente bizarro esse método da dança da vassoura ajudava muito. (me ajudou muito, rs). afinal, nas horas que ninguém queria dançar comigo pelo fato de eu ser gorda, (criança é bicho preconceituoso) eu fazia carão e a vassoura me salvava.

18/02/2009

aquele do menino bonitinho. parte I - a indiferença

e no primeiro dia letivo do ano de 1985, para deleite de quase todas as meninas da terceira série do colégio monteiro lobato, havia um aluno novo em nossa sala, o alexandre. e quase todas as meninas caem de amores por ele antes mesmo do recreio começar. foi uma febre pior que menudo... até as meninas de 17 anos do colegial estavam apaixonadas por ele. o alexandre era quase uma unanimidade. digo quase porque existia uma menina que não se rendeu aos encantos de seus cabelos loirinhos.


adivinha quem?? - pergunta valendo 100 ponto.


eu, claro.

é que enquanto elas se apaixonavam pelo óbvio, eu era apaixonada pelo david. **suspiros**, o chileninho, mesticinho, o diferentinho guti-guti caramujinho mais lindo da sala. **suspiros again**. por mais que fosse tendência se apaixonar pelo alexandre, meu coração de 7/8 anos já tinha dono.

depois de uns dois dias de aula, descobri que o alexandre morava na minha rua. tipo, pffffff prá isso. mas as meninas quase tiveram um colapso:

(amiga) - fabiiiiii, você mora na rua do alexandre!!!!
(eu) - sim, moro...
(amiga) - nossa, você é minha melhor amiga, sabia?? me convida prá ir fazer lição na sua casa? rs
(eu) - como melhor amiga??? qual seu nome mesmo???

engraçado que de repente às custas de alexandre, me tornei quase a garota mais popular do colégio, afinal, eu era a menina que morava na rua do alexandre, e isso de certa forma, dava mais moral e respeito à minha pessoa tão escurraçada até então, tadinha de mim. e só para lembrar, "morar na mesma rua", era algo totalmente erótico naquela época.

todas as meninas queriam fazer trabalho do colégio comigo, queriam tomar lanche comigo, (pagavam lanche prá mim, aliás), queriam brincar comigo de tarde. tudo isso em troca de informações da "vida vespertina" que o alexandre levava.


(amigas) - que horas que ele chega em casa?
(eu) - numsei
(amigas) - ele fica de uniforme o dia todo?
(eu) - numsei
(amigas) - ele joga bola na rua?
(eu) - numsei
(amigas) - te pago meio lanche
(eu) - domingo de tarde ele joga bola na rua


comassim, bial???? prá mim, que até então tinha vivido na escória, *drama*, estava estranhando totalmente essa atenção toda que estava sendo dispensada á minha pessoa.
e se minha popularidade estava em alta até então, imagina quando eu passei a voltar com ele do colégio... tá certo que o colégio era na rua de trás das nossas casas, mas quando se tratava de alexandre, qualquer informação, contato, proximidade era algo totalmente importante para aquelas meninas... e com aquela minha paixão pelo david **suspira** eu não entendia o que elas viam de tão extraordinário no alexandre...

só fui entender mais tarde...

(continua...)

13/02/2009

aquele do primeiro ídolo

não, não foi o murakami (meu primeiro namorado), tampouco o lixeiro que passava na porta de casa (minha primeira paixão platônica). na minha infância, o meu amor de verdade, amor mesmo eu senti por esse menino aqui:

*uepaaaa*


na verdade, quando eu era apaixonada pelo ricky martin, ele não era assim... ele era assado:

*não se reprima, não se reprima*

bom, mais de acordo com a minha idade, né? kkk

e atire a primeira pedra quem foi garota naquela época (e garoto também, porque não??) que não se apaixonou pelo menudo, que não tinha pôster colado na parede do quarto, que não tinha o álbum de figurinha e tudo mais... poizé, todo mundo tinha, e eu também, mas me faltou o principal...

*drama*

eu não fui no show do menudo.

*lágrima escorre pela face esquerda*

na verdade, eu nem cogitei em ir no show, porque já sabia que eu não ia mesmo. eu não tinha nem 10 anos, (apesar que minhas amigas de 10 anos, foram!!!) e além dos meus pais ou responsável não deixarem eu ir com os pais dessas minhas amigas, eles não tinham paciência de me levar até o estádio, pegar fila prá entrar, ser massacrado, pisoteado, tudo isso debaixo de sol e chuva. que mal há nisso, minha gente?? tsc, tsc...

mas, vendo minha tristeza, meu pai teve uma ótima idéia:

(pai): te levo na porta do hotel prá ver o menudo, tudo bem?

(eu): clarooooo!!!

fui toda feliz. me lembro que era um domingo á noite. meu pai me leva na porta do hotel, vejo aquela horda de fãs histéricas, e eu pensando que eu ia fazer parte delas, que nada... meu pai apenas passa devagarziiiiiiiinho em frente ao hotel, e comassim bial?? eu não ia ficar ali na frente do hotel, gritando? chorando? tirando a blusa e o sutiã mostrando os tetão? (mentira).

nem deu tempo de abaixar o vidro, simplesmente a cena do hotel ficando prá trás, cada vez mais prá trás é que ficou de lembrança daquele dia. menudo que é bom, niente...

pior foi na segunda-feira, na porta do colégio... todas minhas amigas foram no show do menudo.

(amiga): ai, e quando eles tocaram "quero ser", não foi lindo???

(outra amiga): ai, preferi quando o ricky cantou "rayo de luna"

(eu) *inveja*

mas eu não podia sair por baixo, não mesmo... diante de tanta "humilhação", kkkk eu tive que inventar uma história.

(amiga): e você, fabiana? foi no show do menudo?

(eu): não. mas, mas, mas eu fui no, no, no hotel... isso, eu não fui no show, mas eu fui no HOTEL ver o menudo *olhos arregalados denunciando a mentira*

(todas as amigas): JURAAAAAAAAAAAAAAAA???

a partir daí, todas as atenções concentram-se em mim, a única menina que foi ver o menudo no hotel. (a-hã, sei...)

(eu): siiiim, fui no hotel vi o ricky martin bem de perto, todos eles.

(amiga): nossa, bem que meu pai podia ter me levado no hotel... tsc,

(outra amiga): humpft. nem vi direito o show, devia ter ido ao hotel!!!!

(uma outra amiga): buáááááááááááá

(eu): levanta a sombrancelha esquerda e empina a boca.

essa cena resumindo o fim desse post.